A minha nova definição de sucesso
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Durante muito tempo, também eu associei sucesso àquilo que se vê.
Ao trabalho.
À casa.
Às viagens.
Aos carros.
Aos projetos.
À vida preenchida.
À imagem de que tudo está a acontecer como deveria.
E, durante algum tempo, vivi dentro dessa ideia.
Havia conquistas.
Havia movimento.
Havia planos.
Havia experiências bonitas.
Havia lugares desejados.
Havia coisas que, vistas de fora, pareciam sinal de uma vida bem-sucedida.
Mas, por dentro, havia uma pergunta que começou a crescer em silêncio:
e se isto não for sucesso para mim?
Não porque fosse errado.
Não porque não tivesse valor.
Não porque eu não reconheça tudo o que vivi.
Mas porque, a certa altura, comecei a perceber que uma vida pode parecer cheia por fora e, ainda assim, deixar-nos vazias por dentro.
Quando o sucesso começou a pesar
Durante muitos anos, vivi numa lógica de fazer, cumprir, trabalhar, resolver e continuar.
Havia sempre algo para tratar.
Algo para decidir.
Algo para responder.
Algo para sustentar.
Algo para aguentar.
A vida tinha movimento, mas nem sempre tinha presença.
Tinha conquistas, mas nem sempre tinha leveza.
Tinha momentos bonitos, mas nem sempre tinha descanso verdadeiro.
E foi aí que comecei a perceber que talvez o problema não estivesse apenas no cansaço.
Talvez estivesse na definição de sucesso que eu estava a seguir.
Uma definição muito ligada ao exterior.
Ao que se mostra.
Ao que se alcança.
Ao que se compra.
Ao que se prova.
Ao que parece bem.
Mas o corpo sabe quando uma vida já não nos cabe.
Mesmo quando tudo parece certo.
Mesmo quando há conforto.
Mesmo quando há motivos para agradecer.
Há um tipo de desalinhamento que começa a falar por dentro.
E, se não o ouvirmos, ele fala através do cansaço, da ansiedade, da desmotivação, da inquietação e daquela sensação difícil de explicar: a de estarmos longe de nós.
O que eu achava que me ia preencher
Durante algum tempo, achei que talvez precisasse de mais descanso.
Mais viagens.
Mais pausas fora da rotina.
Mais momentos bonitos.
Mais qualquer coisa que me devolvesse ar.
E tudo isso ajudava.
Mas só por instantes.
Porque eu voltava à mesma estrutura interna.
Aos mesmos ritmos.
Às mesmas exigências.
À mesma forma de viver.
À mesma sensação de que a minha vida estava cheia, mas eu não estava inteira dentro dela.
Foi aí que percebi que não era apenas de mais coisas que eu precisava.
Nem de mais viagens.
Nem de mais conquistas.
Nem de mais sinais exteriores de sucesso.
Eu precisava de verdade.
Precisava de coerência.
Precisava de uma vida que se parecesse mais comigo.
A pergunta que mudou tudo
A certa altura, comecei a perguntar-me:
o que é que eu quero sentir quando acordo?
Não apenas o que quero ter.
Não apenas onde quero chegar.
Não apenas o que quero construir.
Mas como quero viver os meus dias?
Como quero acordar?
Como quero comer?
Como quero trabalhar?
Como quero descansar?
Como quero habitar a minha casa?
Como quero sentir o meu corpo?
Como quero usar o meu tempo?
Como quero estar comigo?
Essa pergunta mudou muita coisa.
Porque percebi que o sucesso, para mim, já não podia ser apenas uma imagem.
Tinha de ser uma sensação.
Uma sensação de verdade.
De presença.
De vitalidade.
De liberdade interior.
De paz.
De pertença.
De estar no lugar certo.
Hoje, sucesso é outra coisa
Hoje, sucesso já não é parecer bem por fora.
É acordar com vontade de viver o dia.
É sentir o corpo com mais vitalidade.
É ter tempo para mim sem culpa.
É comer devagar.
É preparar uma refeição com calma.
É fazer uma caminhada.
É meditar.
É criar.
É viver mais perto da natureza.
É olhar para o pomar e sentir gratidão.
É ter uma casa simples, mas minha.
É ter um cantinho que também é atelier.
É respeitar os meus ritmos.
É trabalhar com propósito.
É estar rodeada das pessoas certas.
É conseguir respirar dentro da vida que escolhi.
É sentir que não preciso de fugir constantemente dos meus dias.
É transformar a minha história em algo que possa servir outras mulheres.
Hoje, sucesso é ter paz dentro das minhas escolhas.
Os presentes mais preciosos
Também percebi que os presentes mais preciosos não se compram.
Estão na saúde.
No amor.
Num pôr do sol.
Num banho de mar.
Numa música que toca fundo.
Numa conversa verdadeira.
No silêncio que acolhe.
Numa refeição feita com tempo.
Numa manhã sem pressa.
Num abraço.
Na terra debaixo dos pés.
Na paz de estar onde pertencemos.
Durante muito tempo, talvez eu procurasse momentos especiais para sentir felicidade.
Hoje, encontro muita felicidade nos dias simples.
Não uma felicidade perfeita.
Não uma felicidade permanente.
Mas uma felicidade mais serena.
Aquela que nasce quando a vida deixa de ser apenas uma sequência de tarefas e passa a ter espaço para presença.
A felicidade nos dias comuns
Hoje tenho um me time diário.
Um tempo só meu.
Não fica para quando der.
Não fica para quando tudo estiver feito.
Não fica para quando a vida acalmar.
É uma prioridade.
Pode ser uma caminhada.
Uma meditação.
Uma chávena de chá.
Um momento de criatividade.
Uma refeição preparada com calma.
Um tempo em silêncio.
Uma pausa para sentir como estou.
Além desse momento, todo o meu estilo de vida se tornou mais slow living.
Não porque viva numa bolha perfeita.
Mas porque escolhi viver com mais intenção.
Escolhi comer mais devagar.
Escolhi cuidar melhor dos meus ritmos.
Escolhi não acelerar tudo só porque o mundo acelera.
Escolhi criar pausas conscientes.
Escolhi criar pausas criativas.
Escolhi respeitar mais o meu corpo.
Escolhi não esperar pelas férias para me sentir viva.
E talvez esta seja uma das maiores mudanças:
hoje, na maior parte dos meus dias, sinto uma leveza que antes só procurava nas viagens.
Aquela sensação de bem-estar.
De presença.
De felicidade simples.
De estar onde devo estar.
Hoje consigo sentir isso no quotidiano.
Nos meus gestos.
Nas minhas escolhas.
Na minha casa.
Nos meus rituais.
Na forma como estou a construir a minha vida.
E isso, para mim, é sucesso.
Sucesso também é não me abandonar
Hoje, sucesso também é perceber quando estou a fugir de mim.
É reparar quando volto a acelerar.
É reconhecer quando estou a querer fazer tudo ao mesmo tempo.
É escutar o corpo antes de chegar ao limite.
É dizer não quando preciso.
É voltar ao meu centro quando me disperso.
É escolher um ritmo saudável, mesmo quando tenho muitos sonhos.
É construir sem me violentar.
É avançar sem transformar o caminho em peso.
É materializar projetos sem cair outra vez no burnout, na ansiedade ou na pressão.
Porque uma vida com propósito também pode esgotar-nos se nos esquecermos de nós dentro dela.
E eu não quero isso.
Não quero criar uma marca sobre pausas conscientes enquanto me abandono no processo.
Não quero falar de slow living e viver por dentro em urgência.
Não quero construir algo com alma à custa da minha própria paz.
Por isso, hoje, sucesso também é coerência.
É viver aquilo que defendo.
Mesmo que devagar.
Mesmo que por fases.
Mesmo que nem tudo nasça ao mesmo tempo.
Um negócio com alma também nasce desta definição
A HoliZen nasce muito desta nova forma de ver o sucesso.
Para mim, um negócio com alma não é apenas um negócio bonito.
É um negócio que respeita a vida de quem o cria.
É criar com intenção.
Com foco.
Com método.
Com verdade.
Com presença.
Com calma.
É desfrutar da jornada até à materialização.
É permitir que cada projeto nasça no tempo certo.
É não transformar todos os sonhos numa lista de urgências.
É perceber que materializar também pode ser uma prática de autocuidado.
Dentro da HoliZen vivem muitos projetos.
Produtos naturais.
Kits criativos.
Peças artesanais.
Workshops.
Círculos.
Experiências.
Retiros.
Conteúdos.
Rituais.
Pausas.
Está tudo muito vivo dentro de mim.
Mas nem tudo precisa de nascer ao mesmo tempo.
E essa é uma aprendizagem grande:
posso ter visão sem pressa.
Posso ter ambição sem ansiedade.
Posso ter foco sem violência interna.
Posso construir algo grande através de passos pequenos.
Como isto vive na HoliZen
Na HoliZen, sucesso não é fazer mais.
É viver melhor.
É criar espaço.
É cuidar do corpo.
É escutar a mente.
É respeitar a energia.
É voltar à criatividade.
É transformar pequenos gestos em presença.
É construir uma vida com mais verdade.
É por isso que as pausas são tão importantes.
Porque elas não são apenas intervalos.
São escolhas.
Uma pausa para acalmar.
Uma pausa para recomeçar.
Uma pausa para criar.
Uma pausa para sustentar.
Uma pausa para empreender.
Cada uma delas nasce desta pergunta:
como posso viver de uma forma mais alinhada comigo?
Talvez também possas redefinir sucesso
Talvez, para ti, sucesso ainda tenha muito peso.
Talvez esteja demasiado ligado ao que esperam de ti.
Ao que construíste.
Ao que mostras.
Ao que conquistas.
Ao que pareces conseguir aguentar.
Mas talvez possas começar a perguntar de outra forma:
isto faz-me sentir viva?
Isto dá-me paz?
Isto aproxima-me de mim?
Isto respeita o meu corpo?
Isto cabe na vida que quero construir?
Isto é mesmo meu?
Não precisas de mudar tudo hoje.
Talvez baste começares por uma pausa.
Uma pausa para escutar.
Uma pausa para perceber se a tua definição de sucesso ainda te pertence.
Uma pausa para voltares a ti antes de continuares.
Porque, às vezes, a maior conquista não é chegar mais longe.
É finalmente sentires que estás em casa dentro da tua própria vida.